sexta-feira, 11 de maio de 2012

Você e a lua.

Numa noite escura, fechada e patética à procura de estrelas; A lua se deixa no céu.
A noite, andava farta de estrelas pontiagudas e resolveu dar espaço para o espaço da lua. De repente, a noite ganhou brilho e a lua, ali, no seu espaço, cintilava... E o brilho das estrelas em volta, só fazia com que ela ficasse mais linda e se destacasse mais.
...
Agora sou eu quem me lembro de ti, quando vejo a lua. Ao vê-la ali, distraída e linda no céu. Imediatamente, me vem a imagem do seu sorriso e o brilho dos seus olhos quando diz; Amor olha a lua, que linda! Para mim, é como se fosse uma espécie de logomarca. Você e a lua.
Eu? Ah, eu era como a noite escura. Era também fechada e patética. Aí, de repente: Você.
Dei lugar pra você no espaço que era só um espaço. E farto como aquelas noites cheias de estrelas pontiagudas. E você, como a lua, se destacou cada vez mais perto das estrelas que forçavam brilho. E que de tanto forçar, mostrou-me, mais você em mim.
Eu com você no espaço... Opa! Eu com você no coração, que de tanto tempo sendo só um espaço, ficou enorme para caber você. E você veio tomando conta de tudo; Da casa, do amor, da noite. Colorindo dias e noites. Zelando, observando... Como a lua cuida da noite, a espera do sempre clarear do dia seguinte. Independente de sol ou não.

Marcelly Cillani.